O blogger é atualizado de acordo com as batidas do meu coração. É um prazer tê-los comigo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VEMOS NAS PESSOAS AQUILO QUE QUEREMOS VER

Na fila do banco (e que fila!) fui abordada por uma moça de uns 30 anos que do nada, achou de me contar sobre sua vida. Casou-se completamente apaixonada, aos 26 anos com um  vizinho da vida toda. Quando estava grávida de 4 meses, ele teve uma crise, quebrou a casa inteira e a trancou do lado de fora. Ninguém nunca soube que ele sofria, desde a adolescência, de esquizofrenia, a família escondeu de todos, inclusive da noiva que sempre o achou "meio esquisito" e por dezenas de vezes ouvira os gritos vindos da casa dele, mas considerava tudo aquilo uma "briga de família", como digo no livro "VEMOS NAS PESSOAS AQUILO QUE QUEREMOS VER". Ela só sabia que ele se consultava mensalmente com o psiquiatra porque sofria de uma "leve" depressão. Quando a filha nasceu e ela foi espancada enquanto amamentava, se separou definitivamente. Dois anos depois casou-se novamente, com uma pessoa que viu pela primeira vez, quando essa estava sendo detida pela polícia, que dando uma "batida" em um bar, o flagrou com drogas. Olharam-se pela janela da viatura,  e segundo ela, foi amor à primeira vista. No dia seguinte, escondido de todos, foi à delegacia e quando entrava, ele estava saindo. Contou-lhe que foi um erro da polícia que o confundiu com outra pessoa. Ela acreditou. Novamente, VEMOS NAS PESSOAS AQUILO QUE QUEREMOS VER. No primeiro mês de casada, ela já subia os morros buscando-o, drogado, certa vez,  foi espancada por traficantes qdo o procurava, e outras tantas, levou-o ao hospital em  overdose . Como ela mesma descreveu "vivi no inferno". Após 3 anos, foi morto na frente dela e do filho como "queima de arquivo". Ambos estão se tratando, tomando remédios para superar o trauma.

3 comentários:

Doug disse...

Tive um caso de esquizo na família, o cara casou-se com minha irmã, ele era legal até adoecer. Tem tratamento e possível conviver, mas depende da cabeça. Agora, droga não tem jeito, consome todo mundo. Tem tratamento, mas não é fácil. Brincar de Amélia nessa hora não ajuda a mulher e nem os filhos. Rapa fora....
abs bjs DM

Camila disse...

Nossa que historia para se contar na fila do banco ! E eu que achava que já tinha ouvido de tudo em filas de espera...

Marcela disse...

Pois é Camila, acho q tb já desabafei em fila de banco. Muitas vezes fica mais fácil falar com um absoluto estranho do que com um conhecido. Dá sensação de não estarmos sendo julgado.

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