O blogger é atualizado de acordo com as batidas do meu coração. É um prazer tê-los comigo.

domingo, 21 de novembro de 2010

MEU ÍDOLO

Ela era de  família simples, que respirava arte. Morava no interior. Ele, criado na capital,  de família riquíssima,  veio para a cidade pequena estudar no internato. Namoraram. Ela linda, ele um gentleman.  Era bem recebido pela mãe da moça, pianista e encantada com a educação e sensibilidade daquele inglesinho, tão jovem. O tempo passou, e ela se enamorou pelo vizinho. Homem de classe média, que não fora apresentado a palavra cultura e sensibilidade. Terminou com o namorado que passava férias com a família na capital, por carta. Ele veio até sua casa com o motorista particular da família, tentar compreender o que aconteceu. A mãe dela chorou com ele, e até hoje, acho que ninguém entendeu. Obra do temido destino?
Ela se casou com o vizinho rude, e como na música "tiveram poucos filhos e depois se separou". Mas demorou  muito mais tempo depois do que deveria. Foi infeliz ao extremo. Viveu em meio a gritos, traições, desafetos. Quando separou-se, reencontrou o garoto inglês, agora um senhor que não era mais rico, era separado e também tinha filhos. Foi um belo encontro, ela alvejada por tiros da metralhadora  dos anos de infelicidade, era um buraco só. Ele, sensível como sempre, percebeu, e aos poucos fechou cada um desses buracos, preenchendo-os com sua doçura. Viveram juntos um tempo. Ela foi muito feliz. Sou testemunha disso. Ele também. Mas os anos que separaram a juventude da maturidade, somado às suas duras experiências, não foram amigos dessa bela relação. Apesar daquela mão inesquecível  sobre a dela, do ombro amigo, do aconchego daquele colo, do olhar carinhoso sempre disponível para ela, não deu certo. Eu acho que ela já estava habituada ao desamor, ficou difícil se acostumar com o amor. Verdade! O ser humano se acostuma com o que é ruim também. Não deveria, mas se acostuma. É aí, o inglesinho arrumou suas malas e se foi. Dessa vez sem motorista particular. Carregou seus sonhos de volta. E eu? Fiquei chorando. Ele sabe o quanto representa para mim. Me deixou um monte de lições, entre elas, que o amor entre um casal, só vale à pena quando é de verdade, inteiro, fiel, amigo, generoso. Ele veio para para o interior e para a minha vida. Ficou com sua mão sobre a minha nos meus piores momentos e me dizia: "Isso vai passar". Uma dia voltou novamente para a cidade grande, mas jamais sairá da minha vida e do meu coração.
Meu ídolo escritor, te amo!

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu também..bj amo mto, bj

Anônimo disse...

É uma bela história.. Mas quem é essa pessoa? Não entendi direito.. Era seu pai, seu esposo, amigo, irmão, padastro!?!? Deculpe-me mas me confundi!! rss.. Bjs!!!!!

Marcela disse...

Meu amigo, meu pai, meu irmão, enfim....meu paidastro!

Pollyana Pereira disse...

Adorei a história, super emocionante fico encantada com seus relatos...

Marcela disse...

Oi Polly! E eu, sempre agradecida pelos seus elogios. Conto com vc por aqui! Bjos

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