O blogger é atualizado de acordo com as batidas do meu coração. É um prazer tê-los comigo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Eu, Socorro e tantos vocês

Li o texto que transcrevo abaixo no blog Seguindo minhas pegadas  da querida Socorro Melo. Nunca vi uma dor  descrita com tanta objetividade. Me senti amparada. Por breves segundos tive a sensação de que ela havia escrito para mim, aí entendi o que sempre soube - não sou a primeira e nem serei a última. Todos navegamos nesse barco de papel chamado amor e ao virar a esquina de uma história haverá sempre o risco de qualquer coração bater no poste e se acidentar gravemente. Mas há cura e chama-se tempo. Em uma decisão tranquila de virar a página, começo a me despedir dessa fase de exposição das minhas feridas vivas. E gostaria de iniciá-la deixando esse texto que retrata a dor experimentada pela Socorro, por mim, e por tantos "vocês".  
Quando ele cruzou o limiar da porta, e o vi pelas costas, levando consigo os meus sonhos de um amor ideal, minhas esperanças de uma vida perfeita, minhas ilusões, desmoroneiO chão abriu-se sob os meus pés, e me senti tragada. Estava tudo acabadoA desilusão fechou-me as portas da alegria, e da vontade de viver, e abriu-se uma torrente de lágrimas. Eu mal conseguia acreditar que pudesse ser verdade, tudo o que estava me acontecendo. Por vezes fechava os olhos, na esperança de ao acordar, constatar que tudo não passava de um terrível pesadelo... Mas, não eraA vida perdera as cores, tudo me parecia cinzento, sem sentido. Desaparecera o brilho dos meus olhos, e eu já não ouvia a música suave que cantava o meu coração. Desmoronei. Que dor lancinante! Nunca imaginei que o desespero causasse uma dor tão doída e tão profunda... De angústia e tristeza foram pincelados os meus dias. E o meu coração inconsolável, gemia, inconformado pela perda, e pela saudade incontida.Tudo em que acreditei, tudo o que investi, tudo que mais amei, se dissipava da minha vida como fumaça ao vento. Caí, me prostrei. Expus as feridas da minha alma. Deixei me conduzir pela solidão. Debati-me à procura de veredas, de caminhos amenos, porém, nada aplacava a minha dor. Por momentos tornei-me fria, insensível, para logo depois, tatear a procura de esperanças, e de paz interior. Sofri horrores, por dias que pareceram sem fim. E me permiti ficar assim, até me esvaziar por completo de toda dor, e perceber que a vida é mais que o desengano. Mas aprendi, às duras penas, e o desengano me fez compreender, que a vida é tecida na imprevisibilidade, por pessoas falíveis, com qualidades e defeitos, e que, portanto, está sujeita aos desencontros, e desencantos.


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