O blogger é atualizado de acordo com as batidas do meu coração. É um prazer tê-los comigo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Amor e amizade

Sempre busquei entender o que diferenciava os relacionamentos de amor, dos de amizade, a ponto de garantir uma estabilidade infinitamente maior a esse último. 
Falo de amizades e não de coleguismos. Falo de amor entre parceiros e não de paixão passageira.
O amor está contido na  amizade, assim como a amizade contém o amor. Então porque manter uma relação a dois, não é simples como manter uma amizade?
Para começar, os amigos não se sentem proprietários um do outro, não se cobram por telefonemas que não foram dados, nem exigem a lembrança de uma data que passou a fazer parte do calendário mundial(!), apenas porque foi naquele dia que se conheceram. 
Amigos simplificam a relação. Sabem-se especiais, confidentes, seguros e à vontade um com o outro. Formam um casal de duas pessoas livres. Não é assim nos relacionamentos amorosos, onde a busca fantasiosa, é tornar-se um só, acatando ou refutando de forma uníssona o mundo. Despersonificando, tolhendo, calando o outro, em prol da vida a dois. Nesse tipo de relação, ambos coisificam-se, e terminam por ter ali, a seu lado, uma extensão de seus projetos e não um ser humano.
Outra grande diferença é que amigos não se modificam para agradar o outro, nem fingem ser quem não são, nem gostar do que não gostam, viabilizando assim, o poder de conquista. Isso é um erro fatal. As mulheres especialmente, simulam a ponto de perderem-se de si mesmas.
Amigos não tentam agradar fingindo que amam música clássica. O máximo do "sacrifício" feito em nome da amizade, é ir com o outro ao concerto, com a promessa de irem juntos, no dia seguinte, ao pagode. Tudo isso, com sorrisos no rosto. Isso é concessão, não sacrifício.
Amigos amam, sem antes antever o que será do outro, futuramente. Amam enquanto o outro ainda está atrás dos bastidores, sem nem se importar se um dia subirá ao palco.
Seria tão mais fácil se soubéssemos amar a dois, do modo como fazem os amigos.
A diferença fundamental entre esses dois tipos de casais é o desejo sexual e os projetos comuns. E isso é muito, pois amigos não sonham em construir uma casa de campo juntos, não possuem conta conjunta no banco, e  não fazem sexo, porque não se sentem atraídos fisicamente. (Mas... se porventura você tiver a sorte de se sentir atraído por seu melhor amigo, não deixe escapar essa chance)
Enfim... na vida não existe perfeição, porque se existisse... viver um relacionamento a dois, com seu melhor amigo, certamente seria o paraíso.

12 comentários:

sergio disse...

Olá marcela! pois eu, estou a um passo do paraíso, pq estou na beira de amar e ser amado por minha melhor amiga...isso foi uma opção e acabou virando uma conquista de ambos os lados. E... nem podíamos imaginar que a química fosse tão maravilhosa!
Sabe o q penso, q se há uma amizade mesmo, com cumplicidade e vontande comuns, já se está a um passo dessa sonhada perfeição que, posso garantir,é amar um amigo!

Leca disse...

Se amamos música clássica e sentimos atração fisica por alguém q nunca ouviu falar em chopin, pq não podemos começar a buscar uma afinidade física com quem já temos tantas outras afinidades??? Vivam os amigos.

Liz disse...

Gente, vamos apostar em sexo com os amigos...marcela tem razão...deve ser muiiiiito mais facil ser feliz ao lado deles...

Dalva Eline A. Santos Silva disse...

Olá Marcela! Acho interessante a sua colocação sobre a amizade. Com certeza é aquela que vale a pena, que trás confiança e companherismo. Sabemos que na amizade também existem momentos de conflitos, mas, como você comentou, há liberdade, o vínculo da amizade é afetivo, o amor na amizade não condiciona o outro a ser exatamente como queremos, não deve ser possessivo nem egoísta. O que acontece na maioria dos relacionamentos e que, a partir do momento que vão viver o amor intensamente, um dos dois começa a querer controlar a vida do outro, se achar realmente o dono... O amor PODE SER LIVRE DESTAS AMARRAS, basta que cada um veja o outro como um SER apenas que se completa no outro, mas, isso não impede que o outro viva seus momentos através da confiança e respeito. É Marcela, a renúncia caminha tanto com o amor, quanto com a amizade, e o maior problema dos dois só é percebido através do exagero ou intensidade do que se sinta...
O amor é muito forte... domina até a razão... Pode fazer bem, todavia, trás consigo todos os outros sentimentos... Ai, pode tornar-se incontrolável, doentio e sofredor.
Um forte abraço amiga!

Ju disse...

Gente, isso q foi tão bem escrito é quase dizer a temos a opção entre amor e paixão. Paixão é sexo, e isso passa. Amor é amizade, cumplicidade, parceria, e aí, basta apostar no sexo...q certamente será maravilhoso!
Sexo se descobre junto gente!
Não quero acabar com os amigos.
Mas lá no fundo tem aquele amigo prá lá de parecido conosco, com quem gostamos de ficar hs conversando. Esse é aquele q vale à pena investir.

Marcela disse...

Não sabia que esse inofensivo texto ia dar essa sacudida! Preciso me concentrar para responder essas colocações q nem eu esperava. Amanhã volto aqui. Bjos

Anônimo disse...

Esse tema vai longe...eu casei com a minha melhor amiga. Apareceu o amor e aproveitamos tudo, a parceria, sexo e rock & roll. Depois de 20 anos, qdo o amor esfriou, ficou só a amizade entre duas pessoas especiais. Depois, veio um gde amor com outra pessoa, foi ótimo.
Mas tinha uma amizade com termos e condições, durou pouco. A amizade é o cimento q une as coisas numa relação. Sem isso, pode esquecer, sexo tem em qlker esquina...

ciro e lina disse...

atração fisica depende dos olhos, mas sintonia sexual não. estava quase no fim do 2º casamento e minha melhor amiga tinha acabado seu 1º casamento. éramos muito amigos, confidentes,falávamos a mesma língua. qdo ambos nos separamos, ficamos mais juntos do que nunca. trocávamos confidencias de outros possíveis relacionamentos, pedíamos opinião dos homens/mulheres que se aproximavam de nós. e a cada tentativa frustrada de um novo relacionamento, mas ficava evidente o quanto combinávamos um com o outro. faltava nos olharmos como sexo oposto. um dia decidi falar sobre isso com ela. decidimos juntos que teriamos uma noite como um homem e uma mulher, sem nem ao menos imaginar o q daria aquilo tudo, e ainda por cima, com o risco de balanças a nossa amizade. final da história, estamos casados desde 2005, sou o homem mais feliz e realizado do mundo. tenho com ela o melhor sexo que nem podia sonha que existia. então posso dize o seguinte - atração física é visual, sexo é tato, cheiro, prática, e isso vc só pode saber se dá certo, experimentando. Sorte para os "casais de amigos", o alvo mais certo para se encontrar a felicidade.
parabéns pelo belíssimo texto. coerente e elucidativo como sempre. eu e minha mulher somos fãs do seu blog. sucesso para você.

Marcela disse...

Bom gente,confesso escrevo mesmo com o coração, não tenho a mínima experiência em relacionamento de amor com um amigo. Escrevi o q parece q mtos acreditam(nenhum texto teve tanto acesso em tão pouco tempo, deve ser mais fácil amar um amor que já é a nossa forma, que é um amigo.
Com disse o anônimo, sexo se encontra nas esquinas, parceria, não. Também acho impossível um amor sobreviver sem amizade. Por isso sempre repito que é essencial que as prioridades sejam bem próximas para que a relação a dois dê certo. E amigos, só são amigos pq têm as mesmas prioridades, pensam com a mesma cabeça, gostam das mesmas coisas, brigam muito mais para rirem depois do que para evidenciar diferenças. Legal o testemunho de Lina e Ciro. Eu tb acho que atração física é visual(mesmo assim, cada um vê com olhos que têm)mas sexo para dar certo precisa de todos os sentidos em uso, e o onde, antes parecia que "não tinha nada a ver", pode estar o melhor amante que vc jamais teve em sua vida. Adorei a colocação da Leca...ao invés de buscar afinidade com que se faz sexo, melhor é buscar sexo com quem se tem afinidades. Muito bom! Isso está virando um fórum! Obrigada pelas contribuições. Bjos

Refúgio de Palavras disse...

Que lindo e verdadeiro isso!!! Conrcordo em gênero, número e grau...rss ALiás, como em quase tudo o que escreve. Parece que além de histórias de vida parecidas, temos também as mesmas idéias... Parabéns por acertar em cheio o coração e a consciência das pessoas. Esse texto realmente nos faz parar e pensar... Bjos!♥ (Desculpe mas eu tive que roubar...rs)

Débora Ronca disse...

Estou apaixonada por um hm, lindo, gente boa e meu amigo. O problema é que por ser meu amigo, sempre soube de sua principal qualidade:conquistador. A arte da sedução para ele é essencial. Esse jogo de ganhar, de paixão, de utopia,mexem com ele.A gente se apaixonou. Ficamos juntos por 6 meses. Nossa história foi uma loucura. Por sermos muito amigos, cumplices. Muitas vezes as coisas eram conversadas com muita naturalidade, sem parecer amantes discutindo e sim amigos. Estavamos ficando, mas a vontade de conquista dele falou mais forte q o relacionamento tranquilo q tinhamos. Ficou com outra pessoa. Só depois de um tempo me contou. Paramos de ficar, mas a vontade ainda existia. Ele quando percebeu que n queria me perder, começou a me conquistar de novo. E eu, n queria perde-lo e deixei-me conquistar. De repente, quando vi, estavamos ficando denovo. 1 mes depois, ele me fala que estava muito trsite, pq estava ficando comigo e com essa outra pessoa, e tava fazendo muito mal a ele. Pediu desculpas. Q ele era doente, q n conseguia ter uma coisa mais séria com outra pessoa, pq quando começava a gostar, ele fugia, por isso, ficava no superficial, na paixão, no jogo de conquista que ele adora. Ele tem 36 anos, mora com os pais e nunca se casou, e n quer muito isso para a vida dele. Fala q quer namorar, mas n quer compromisso, nem obrigações.Pediu minha ajuda, e eu, dei. Fez terapia de constelação familiar, para trabalhar a conquista, foi a terapeuta e pediu um tempo para ele, para ficar so, saber o q quer, pq n queria mais ser superficial. Nessa época, ficamos muito juntos. Mais amigos do que nunca. Ele saiu da casa dos pais, esta morando sozinho, e a gente era mais cumplice do que nunca, sempre se falando, rindo, se divertindo. Voltamos a ficar. Eu acreditei na mudança dele, que ele queria algo diferente. Ele me falou que nunca tinha tido uma mulher amiga, e que eu era a primeira. Nisso, eu percebi que os relacionamentos dele eram muito estranhos, onde a namorada ñ estava relacionada com diversão, parceria, e ele queria algo novo, e comigo tava diferente. Sou apaixonada por ele, e sei que ele foi por mim. Nossa relação tinha tudo o que se espera: carinho, amizade, alegria, respeito, paixão, sexo. Td q se espera do amor. Mas, durou pouco, e ontem terminamos. Pelo mesmo motivo: ele ficou com vontade de ficar com outra pessoa, e quis me falar. Disse que se ficou com vontade de ficar com outra pessoa, ele quer tentar. Falou que gosta de ter a possibilidade de escolher vários caminhos na vida. Perguntei se ele tava a fim de deixar de lado essa coisa legal que a gente tem, que os dois tavam aprendendo a gostar e experimentando o amor, e ele falou que sim. A conquista novamente falou mais alto. Deixando algo bom por algo que ainda ia acontecer. Eu dei uma chance a um amigo que me decepcionou como amante. Terminamos duas vezes pelo mesmo motivo. Falei para ele, que queremos coisas diferentes, ele quer a paixão, eu quero o amor. Até falei que queria pedir para ele deixar eu entrar no coração dele para mostrar que o amor é bom..é calmo, tranquilo, mas é bom. Mas, cada um sabe o que quer para ser feliz... E objetivos diferentes, não tem relacionamento que suporte. Descobri que tive com ele, algo que quero para mim: algo sincero, com amizade, respeito, tranquilidade, carinho, paixao, sexo, amor..! Para mim, namorar é quando a pessoa ta feliz de ter a sua companhia, que gosta de dividir as coisas com vc. Hoje estou triste, mas tentando não errar do mesmo jeito. Da outra vez, fiquei indo atras, para não se afastar, nem perder o amor, nem o amigo. Mas, vejo que isso não é uma escolha minha.. e que hoje, para mim talvez seja melhor, me afastar dos dois. Fico triste por ter acreditado, numa mudança que ele estava proposto. N queria mudar ele, mas queria q ele mudasse. Quando vi que ele queria mudar, acreditei. Foi muito bom, mas acabou.Acho que a amizade, pode voltar ao normal, mas o amor, o amante, me machucou muito. Será que foi besteira minha acreditar?! Será que ele toma jeito? Será que eu tomo jeito, em n acreditar tanto nas pessoas?

Débora Ronca disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
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