O blogger é atualizado de acordo com as batidas do meu coração. É um prazer tê-los comigo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CALCULANDO O AMOR


Aly tem 22 anos e está em lua de mel com tudo que a cerca, exceto o amor. Teve dois namoros longos e sofridos, e carrega os medos e frustrações que essas relações plantaram nela. E ainda os aduba.
"Sempre gostei do que não pude, não devia, e não ia me fazer bem... Ter o NÃO na frente sempre me chamou atenção e tenho consciência disso."  
Bem vinda ao meu mundo! Com a maturidade, ganhei a consciência de que é preciso fugir dele.  Mas nem sempre coloco isso em prática.  Teimo em não racionalizar o que sei que precisaria ser racionalizado. Já me protejo um pouco, do "quase" padecimento que é viver seguindo o meu coração. Mas quando não ajo assim, me perco. E prefiro perder o caminho, a me perder no caminho.
Essa escolha você também terá que fazer.
Você diz que sonha em amar alguém que a conheça de olhos fechados, mas ainda não conseguiu (leu o post sobre amor e amizade?). Investir em um amigo é uma dica, só não posso saber se boa ou ruim, porque apesar de ser uma experiência na qual acredito, nunca vivenciei.
Ao selecionar demais, você corre o risco de perder grandes amores, que “possam lhe fazer bem de verdade”, como você diz. É preciso sensibilidade, para olhar e ver - quem é esse homem que se apresenta para mim? Mas cuidado com a desconfiança em excesso, somos humanos, e estamos nos referindo a um outro que, assim, como você, também está em busca de uma parceria para o amor.  Não selecione seu amor através de uma visão cartesiana e mecanicista, que dependem sempre de garantias, e bases sólidas que garantam o investimento na relação. No amor não há garantias. Há apenas probabilidades.
E então, você me faz a difícil pergunta – “será que um dia eu mudo”? 
Melhor acreditar que sim. Eu não mudei como gostaria, mas o suficiente para assumir (há pouquíssimo tempo) que por não saber perder, sempre escolhi no amor, caminhos que me possibilitassem o controle de mim e do outro( e acreditava que seguia apenas o meu coração).
Foi dessa forma reducionista que sempre decidi a minha vida a dois. Pode ter sido conveniente para quem, como eu,  escolheu viver na retaguarda, mas hoje sei que não foi o mais sábio.
Tenho um conselho para deixar a você, e o faço com muita propriedade - descubra-se primeiro, para depois descobrir o outro. Quando você não se conhece, se trai. Conhecer-se é essencial.
A probabilidade de encontrar a felicidade torna-se muito maior.

9 comentários:

LUIZ disse...

Olá Marcela. Admiro seus textos. Você é uma artista! Mas além disso fico abismado com sua capacidade de se mostrar sem reservas...Certamente você é uma pessoa muito especial. Sucesso para vc profissional e pessoalmente!

Jully disse...

Luiz tem razão...vc se assume tão sem medo de julgamentos que nos encoraja a fazer o mesmo. obrigada por fazer a vida da gente mais leve...

jonh disse...

you are a woman different, special and gifted!congratulations!

Marcela disse...

Hi Jonh,
thanks for your visit come back always
sorry for my english

Marcela disse...

Luiz e Jully
não é fácil essa exposição, mas é um processo de cura necessário. E tenho que agradecer quem tem me ajudado.
Obrigada pelos elogios. Bjos

Aly disse...

Oi Marcela!
Engraçado ler tudo que sinto! Muiiito obrigada pelos conselhos, de coração! Estou tentando me conhecer, ja tinha visto que precisava, mas é tããão dificil... rsss Não vou desistir!
Muito obrigada pelas palavras!

Um bjo

Marcela disse...

Oi Aly! espero mesmo ter lhe ajudado. Tb me reconheci em sua história, dessa forma, a ajuda foi mútua.
Desistir, jamais!
Bjos

Dalva Eline A. Santos Silva disse...

Marcela, acho interessantes os seus textos, todos cheios de muita experiência. Com certeza você está contribuindo com seus leitores para que "se entendam" um pouco mais. Quando conhecemos outras experiências passamos a ver a nossa de maneira mais realista. Abraços amiga!

Marcela disse...

Que bom Dalva! É esse mesmo o objetivo. Bjos

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